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MARACUJÁ AZEDO

Passiflora é palavra latina composta de passio, a paixão e de flos,oris, a flor. Flor da Paixão em português, Fleur de la Passion em francês e Passion Flower em inglês são termos empregado para designar as espécies do gênero Passiflora, da família das Passifloráceas. A grande maioria das espécies do gênero Passiflora é brasileira, conhecidas pelo elegante e eufônico nome indígena Maracujá. Os colonos portugueses acreditavam ver nos segmentos das flores do maracujá os diversos objetos que serviram ao martírio de Jesus Cristo, daí o nome: Flor da Paixão. Existem mais de 50 espécies de Passiflora e a espécie mais cultivada é a Passiflora edulis Sims, o nosso maracujá azedo.

O maracujá é uma das poucas frutas no Brasil que apresentou aumento no consumo domiciliar. Segundo o IBGE, o consumo per capita de maracujá passou de 0,284 kg em 1987 para 0,96 quilos em 1996, um aumento de 238 %. O valor da produção do maracujá em 1996 foi de 85 milhões de reais. A produção brasi-leira de maracujá foi de 258.584 em 1989 para 409.497 toneladas em 1996, sendo que 90% da produção é industrializada. A produção é concentrada em dois estados: Bahia e São Paulo, seguidos dos estados de Minas Gerais, Pará, Espírito Santo, Ceará e Goiás. Vinte e seis estados do Brasil produzem maracujá, dez deles tem mais que 40% do volume de produção.

No Entreposto Terminal de São Paulo a oferta forte de maracujá ocorre nos meses do início do ano e num volume anual de 25.000 toneladas. A diversidade de origens é grande. No mês de maior oferta de 1999, janeiro, o maracujá veio de 139 municí-pios, sendo 27 responsáveis por 87% da produção, localizados em 11 estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. O maracujá nos países de clima temperado é a essência dos trópicos. Ao seu aroma, cor e suculência, soma-se o seu valor nutritivo e medicinal. 

A norma de classificação do Programa Brasileiro de Melhoria dos Padrões Comerciais e de Embalagens de Hortigranjeiros do maracujá azedo foi aprovada por consenso por representantes de produtores de maracujá de todo o Brasil, em reunião nacional, realizada em dezenove de maio de 2.000. A obediência à norma garante a homogeneidade do lote e a caracterização física e da qualidade do produto, com medidas mensuráveis. É um instrumento de transparência na comercialização, que possibilita a adoção de métodos modernos de comercialização, a escolha do melhor nicho para cada tipo de produto, uma maior rentabilidade para o produtor e um produto de melhor qualidade e de menor preço para o consumidor.


    O maracujá está preparado para competir no século XXI.
    

    Sucesso, no maracujá.