Menu

UVA RÚSTICA

A uva americana adotada pelos brasileiros

Uva comum de mesa, uva rústica, uva de chupar, uva americana, uva Niagara, uva Isabel. Estas são algumas das denominações utilizadas para descrever as uvas da espécie Vitis labrusca L., consumidas in natura e muito apreciadas pelos brasileiros.


As uvas frescas consumidas pelos brasileiros ou são da espécie Vitis vinifera L., variedades Itália, Rubi, Benitaka, Brasil, Centenial, etc..,ou da espécie Vitis labrusca L , variedades Niagara, Isabel, ou ainda podem ser híbridas das 2 espécies como a variedade Kyoho.


A Vitis labrusca L. é conhecida como uva de chupar porque a sua polpa solta quando o fruto é pressionado. É conhecida como uva americana porque o seu centro de origem está localizado nos Estados Unidos da América do Norte. Os americanos tiveram dificuldades na produção da Vitis vinifera L. trazida de Europa e investiram no desenvolvimento de tecnologia para a sua uva nativa.


No Brasil ela foi um exemplo de globalização já nos anos 1.800. Chegou ao Brasil, na década de 1.830 pelas mãos de um inglês, John Rudge. Um americano, Tower Fog, a partir de 1.870, introduziu e testou material genético oriundo dos EUA. O imigrante italiano, que começou a chegar em São Paulo nos fins da década de 1890, foi o grande responsável pela expansão do seu cultivo. Em 1893, já existia plantio de uva rústica no bairro do Traviú no município de Jundiaí, São Paulo.


A variedade Isabel foi a primeira a entrar no Brasil, seguida pela Catwaba e depois pela Niagara. No início só existia a Niagara de bagas brancas, introduzida por Benedito Marengo em 1.894. Em 1933 surgiu a Niagara rosada, resultado de uma mutação somática da Niagara Branca, que dominou a produção. A produção se concentrou durante muitos anos em São Paulo, próximo ao município de São Paulo. Hoje a produção se espalhou para outros estados e outros municípios de São Paulo. O Entreposto Terminal de São Paulo recebe uva rústica de 8 estados : Bahia, Espirito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A produção está crescendo. Em São Paulo a produção estadual foi de 80.740 kg em 1.998 para 94.345 kg em 2.000.


A norma de classificação da uva rústica foi desenvolvida, num trabalho que durou 2 safras, pelos produtores em parceria com o Centro de Qualidade em Horticultura da CEAGESP. A sua utilização garante a diferenciação e a premiação do melhor produto e a colocação de cada produto em seu melhor nicho de mercado.


Garantia de transparência e confiança na comercialização, a adoção das normas de classificação do Programa Brasileiro para a Melhoria dos Padrões Comerciais e de Embalagens de Hortigranjeiros, é sucesso para a uva rústica.