O DESAFIO DA MOSCA BRANCA NO TOMATE

HISTÓRICO

A Câmara Setorial de Hortaliças, Alho e Cebola e a CEAGESP – Centro de Qualidade em Horticultura, realizaram no dia 21/02/2002 uma primeira reunião, com o objetivo de juntar esforços, de todos os elos da cadeia de produção do tomate, para definir a melhor estratégia de combate à mosca branca na cultura.

A incidência e os danos causados pela mosca branca cresceram muitos e causaram grandes perdas na produção e na qualidade do tomate nos últimos anos. Existe uma grande preocupação com os próximos plantios. Se persistirmos no sistema de plantio e condução da lavoura utilizada atualmente, as perspectivas são de extermínio da produção de tomate em São Paulo e no Brasil.

Participaram desta reunião (anexoI), produtores de tomate, atacadistas, empresas de sementes e defensivos agrícolas, técnicos da Defesa Agropecuária, pesquisadores dos Institutos de Pesquisa e professores de Universidades.

Foram sugeridas algumas ações concretas para enfrentar os problemas que a mosca branca vem causando à cultura do tomate, sendo elas:

  •     Ação de fiscalização: exigidas na produção de tomate e outras plantas comerciais hospedeiras de mosca branca.
  •         Ação de sensibilização e capacitação: emprego de técnicas obrigatórias e algumas incentivadas por exigência em financiamento rural e pela ação de sensibilização e capacitação.
  •         Ação de pesquisa e desenvolvimento: articulação e compartilhamento dos trabalhos de pesquisa já realizados e a elaboração de um projeto interinstitucional.

                        A 2ª reunião foi convocada para estabelecer uma parceria com as empresas, na ação de sensibilização e capacitação, e foi realizada no dia 04 de Abril de 2002. Durante esta reunião, foi distribuido um roteiro de discussão (anexoII). A proposta de trabalho elaborada pelos participantes (anexoIII), foi dividida em 2 partes:

1ª Parte: Sensibilização e capacitação

  •         Elaboração de manual técnico.
  •         Os técnicos do CQH se encarregaram da elaboração do manual técnico, após consulta aos pesquisadores.
  •         Treinamento de revendas e produtores.
  •         Palestras e dias de campo.

2ª Parte: Ações de apoio

  •         Criação de um banco de dados para armazenar e disponibilizar as informações já existentes e o resultado do monitoramento da mosca branca e da virose.
  •         Definição das regiões mais aptas para o cultivo e das melhores épocas de produção.
  •         Definição de uma região de atuação para implantação de um projeto piloto. Foram sugeridos os Municípios de Sumaré, Elias fausto, Monte Mor e Mogi Guaçu.

A 3ª reunião aconteceu no dia 25 de Abril de 2002 e convocou os pesquisadores

que já vinham trabalhando com a mosca branca e o geminivirus no tomate. Todos os participantes (anexoIV) receberam um roteiro de discussão (anexoV) antes da reunião. As ações propostas foram:

1- Criação de um banco de dados para armazenar e disponibilizar as informações já existentes.

A pesquisadora Dra Addolorata Colariccio do Instituto Biológico ficou responsável pela sua criação e manutenção. Ficou decidido que a 1ª ação seria o envio e a tabulação das respostas do questionário sobre a mosca branca.

2- Criação de uma palestra padrão que poderá ser utilizada pelos vários agentes de sensibilização e capacitação do produtor.

A engenheira agrônoma Paula Marçon da Dupont, representante do IRAC-BR na reunião, será responsável por este trabalho.

3- Ciclo de palestras de técnicos do Instituto Biológico e do Instituto Agronômico de Campinas nos pólos regionais de produção de hortícolas.

A Dra Zuleide Alves Ramiro do Instituto Biológico será a responsável pela organização destas palestras. A Câmara Setorial de Hortaliças, Cebola e Alho e a CEAGESP-Centro de Qualidade em Horticultura ajudarão na divulgação destas palestras.

4- Ações de pesquisa:

Foram enumeradas uma série de ações de pesquisa, que serão complementadas e refinadas posteriormente.

  •         Diagnóstico claro da situação, que inclui o levantamento dos sistemas de produção e controle utilizados.
  •         Desenvolvimento de método de identificação do vírus e vetor para uso em larga escala.
  •         Relação da flutuação da população de vetores e incidência de doença.
  •         Posicionamento de produto.
  •        Estudo da relação vírus/vetor/hospedeiro.
  •         Estudo do efeito da contaminação por vírus em diferentes estágios da lavoura.
  •         Estudo da taxa de progresso da doença.
  •         Caracterização e distribuição das espécies de geminivírus.
  •         Comportamento do inseto dentro da lavoura.
  •         Determinação do período mais importante de proteção e do melhor sistema de proteção.
  •         Desenvolvimento de plantas resistentes.

Já haviam sido listadas na 1ª reunião (21/02/2002) as seguintes ações de pesquisa:

  •         Identificação e mapeamento do vírus.
  •         Identificação de plantas hospedeiras.
  •         Identificação de plantas repelentes.
  •         Estudo da biologia da mosca branca.
  •         Desenvolvimento de cultivares resistentes.
  •         Estudo da resistência da mosca branca a inseticidas.
  •         Estudo da ecologia da mosca branca.
  •         Criação de um sistema de alerta para o controle da mosca branca.
  •         Desenvolvimento de métodos de controle e de prevenção químicos, culturais e biológicos.
  •         Levantamento de inimigos naturais e estudo dos sistemas de criação.

Foi criado um grupo de pesquisa multiinstitucional, coordenado pela Dra Zuleide Alves Ramiro do Instituto Biológico. Dos esforços deste grupo sairá um projeto integrado de pesquisa, que será encaminhado aos órgãos de financiamento de pesquisa. A Câmara Setorial de Hortaliças, Cebola e Alho se comprometeu a ajudar na obtenção de recursos para a pesquisa.

            Esta publicação “AGRICULTOR, PREPARE-SE PARA COMPETIR COM A MOSCA BRANCA”, foi preparada pelos técnicos do CQH-CEAGESP, em atendimento às determinações da 2ª e 3ª reuniões.

            Vale lembrar que o Centro de Qualidade em Horticultura da CEAGESP foi o responsável pela operacionalização do trabalho aqui relatado em parceria com a Câmara Setorial de Hortaliças, Cebola e Alho.

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